O Silêncio
Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.
Eugénio de Andrade
24 de março de 2011
24 de dezembro de 2010
Boas Festas
A todos Feliz Natal!!
Os "fornos lentos" cozinham conversas, afectos e sonhos.
Quantos terão, hoje, a capacidade ou a possibilidades de degustar e saborear um bom "forno lento"?
Fica o sonho!
Os "fornos lentos" cozinham conversas, afectos e sonhos.
Quantos terão, hoje, a capacidade ou a possibilidades de degustar e saborear um bom "forno lento"?
Fica o sonho!
21 de novembro de 2010
Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu… como seriam felizes as mulheres
à beira-mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado
por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos… sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta… dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca do mar ao fundo da rua
assim envelheci…
acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no
coração, mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas de que alguma vez me visite a felicidade
Al Berto
5 de outubro de 2010
O tempo não volta #8
Passam os anos...
Os anos passam, a vida decorre
e nos faz esquecer as ilusões de uma juventude cheia de sonhos,
que fica para trás, inexoráveis esmagadoramente superada,
pela realidade que é a nossa passagem implacável pela vida.
Irremediávelmente relegados na profunda gaveta da memória,
aquelas ilusões de juventude dão lugar ao repouso e tranquilidade
que decorre dos dias, à calma de uma idade mais pausada e madura.
À vezes porém, como num passe de magia inesperada de uma recordação,
uma foto esquecida, palavras escritas na margem de um caderno,
uma música ouvida com nostalgia, mas com o encanto de quem canta,
fazem-nos reviver aqueles anos em que a vida era apenas um
projecto e desejo, que nos despertam no sentir das ilusões e alegria
que enchem os nossos sonhos.... .
Os anos passam, a vida decorre
e nos faz esquecer as ilusões de uma juventude cheia de sonhos,
que fica para trás, inexoráveis esmagadoramente superada,
pela realidade que é a nossa passagem implacável pela vida.
Irremediávelmente relegados na profunda gaveta da memória,
aquelas ilusões de juventude dão lugar ao repouso e tranquilidade
que decorre dos dias, à calma de uma idade mais pausada e madura.
À vezes porém, como num passe de magia inesperada de uma recordação,
uma foto esquecida, palavras escritas na margem de um caderno,
uma música ouvida com nostalgia, mas com o encanto de quem canta,
fazem-nos reviver aqueles anos em que a vida era apenas um
projecto e desejo, que nos despertam no sentir das ilusões e alegria
que enchem os nossos sonhos.... .
29 de setembro de 2010
Murmuras
Murmuras segredos da noite,
Nos olhos e no toque,
Te sorrio à procura sempre do outro lado de mim
E busco freneticamente o teu sorriso,
A tua atenção.
Sou o farol que desvia o teu olhar
E te guia até ao meu porto de abrigo.
Sou a tua sombra, o teu amante,
A tua costura no peito, o teu amigo.
Sou a cambalhota do trapezista
Que sustêm o teu respirar
Sou o teu sapato gasto,
E hoje vamos dançar?
Procuro-te na poesia
Pedaço de papel quebrado
No bolso da fantasia
Guardei o teu toque
A tua pele, o teu rosto, o teu dourado.
Joguei contigo aquela peça
Dois lançamentos, casa encarnada
Trocamos sinais e acertamos.
Ainda tive tempo de ser o brilho nos teus olhos
Segundos de felicidade que valem uma vida
Nos olhos e no toque,
Te sorrio à procura sempre do outro lado de mim
E busco freneticamente o teu sorriso,
A tua atenção.
Sou o farol que desvia o teu olhar
E te guia até ao meu porto de abrigo.
Sou a tua sombra, o teu amante,
A tua costura no peito, o teu amigo.
Sou a cambalhota do trapezista
Que sustêm o teu respirar
Sou o teu sapato gasto,
E hoje vamos dançar?
Procuro-te na poesia
Pedaço de papel quebrado
No bolso da fantasia
Guardei o teu toque
A tua pele, o teu rosto, o teu dourado.
Joguei contigo aquela peça
Dois lançamentos, casa encarnada
Trocamos sinais e acertamos.
Ainda tive tempo de ser o brilho nos teus olhos
Segundos de felicidade que valem uma vida
14 de agosto de 2010
X
´A solidão deixa marcas, a saudade cava vincos e a resistência fica gravada na alma, mas tudo serve para fortalecer o carácter.´
Laurinda Alves
Laurinda Alves
21 de julho de 2010
Confidências
Gosto de despertar sem saber o que vai acontecer, sucedem-se as tentativas da casualidade. Vou tendo o que necessito, cigarros, papel, lápis, e um mundo de folhas brancas onde descubro a maneira mais cómoda de viver através dos labirintos das palavras.
18 de maio de 2010
Mundial Motocross 2010 Águeda
Filipa e Sofia Reis
Henrique Pais e Hugo ao seu melhor estilo
Filipa
A trupe do costume
Que dizer de tanta paixão
Momentos de descontracção
12 de maio de 2010
Fanfarlo - Comets
Look up, open the clouds
Here comes the bombshell
On the way home…
And now we want the coal?
Confusing times
Cry murder, cry what you like
Just let the comets lead the way
We’ll tear it down
We’ll hold the truth by the neck
Kick in the doors and burn the books
Try to forget
And wear it like flag
Try to be patient
On the way home
Cause inside, behind every curtain
They count the minutes, they count the days
We’ll tear it down
We’ll hold the truth by the neck
Kick in the doors and burn the books
Try to forget
If you look at the horizon there is always something ducking out of sight
When you’re looking at the treetops and they’re scratching out their patterns in the sky
Look up, open the clouds
Here comes the bombshell
On the way home…
2 de maio de 2010
Domingo, 02 de Maio de 2010
Encostei a minha cara na tua saia,
agarrando com força a tua mão
colocavas o teu olhar no meu
Perguntava....
O que é a vida?
Tu respondias:
- É o que vês, sentes e observas.
Mamã quero mimos!
Tu abraçavas-me e encostavamos a testa
Mamã, porque morremos?
-Isso é outra parte da vida, sem a morte nada tem sentido.
Subia no teu corpo como se fosse a árvore da vida.
Trepava até chegar aos teus beijos,
Como se eles tivessem respostas.
Jogaste-me suaves palavras,
Colocando sempre asas nos meus dias.
Dizias: - A vida é o que vês,
Tem pombas e estrelas,
Tem luas redondas,
Também tem feridas.
A vida convida-nos a jogar,
E a saltar grandes precipícios.
És mãe, ilusão e sacrifício,
Renúncia, entrega, vocação,
Preocupação, mas também,
Carinho, orgulho, luz, consolo
Referência e apoio, amor, refugio.
Caminho que nos leva seguros pela vida.
MÃE.
Tu que és, eu que sou.
Beijo.

