21 de julho de 2010
Confidências
Gosto de despertar sem saber o que vai acontecer, sucedem-se as tentativas da casualidade. Vou tendo o que necessito, cigarros, papel, lápis, e um mundo de folhas brancas onde descubro a maneira mais cómoda de viver através dos labirintos das palavras.
18 de maio de 2010
Mundial Motocross 2010 Águeda
Filipa e Sofia Reis
Henrique Pais e Hugo ao seu melhor estilo
Filipa
A trupe do costume
Que dizer de tanta paixão
Momentos de descontracção
12 de maio de 2010
Fanfarlo - Comets
Look up, open the clouds
Here comes the bombshell
On the way home…
And now we want the coal?
Confusing times
Cry murder, cry what you like
Just let the comets lead the way
We’ll tear it down
We’ll hold the truth by the neck
Kick in the doors and burn the books
Try to forget
And wear it like flag
Try to be patient
On the way home
Cause inside, behind every curtain
They count the minutes, they count the days
We’ll tear it down
We’ll hold the truth by the neck
Kick in the doors and burn the books
Try to forget
If you look at the horizon there is always something ducking out of sight
When you’re looking at the treetops and they’re scratching out their patterns in the sky
Look up, open the clouds
Here comes the bombshell
On the way home…
2 de maio de 2010
Domingo, 02 de Maio de 2010
Encostei a minha cara na tua saia,
agarrando com força a tua mão
colocavas o teu olhar no meu
Perguntava....
O que é a vida?
Tu respondias:
- É o que vês, sentes e observas.
Mamã quero mimos!
Tu abraçavas-me e encostavamos a testa
Mamã, porque morremos?
-Isso é outra parte da vida, sem a morte nada tem sentido.
Subia no teu corpo como se fosse a árvore da vida.
Trepava até chegar aos teus beijos,
Como se eles tivessem respostas.
Jogaste-me suaves palavras,
Colocando sempre asas nos meus dias.
Dizias: - A vida é o que vês,
Tem pombas e estrelas,
Tem luas redondas,
Também tem feridas.
A vida convida-nos a jogar,
E a saltar grandes precipícios.
És mãe, ilusão e sacrifício,
Renúncia, entrega, vocação,
Preocupação, mas também,
Carinho, orgulho, luz, consolo
Referência e apoio, amor, refugio.
Caminho que nos leva seguros pela vida.
MÃE.
Tu que és, eu que sou.
Beijo.
27 de abril de 2010
17 de abril de 2010
Meu Jeito...
Não sou ninguém
Neste universo que me rodeia
Por vezes
Entretenho-me a inventar…
E invento
Por aí além…
Uns versos com rimas
Ou numa qualquer música a tocar
Registado na imagem do fotógrafo
Que me tocou o olhar
São instantes assim
Belos ou não
Que mexem comigo
E me enchem a alma
Transbordando em palavras
Que ordeno como sei
E como bem me apetece
Mesmo sem rimar…
São impulsos meus
Que não deixo passar!
Sei que voo alto
Quando me dedico a criar
Aquela pequena obra
Que tanto prazer me dá
Não me importando sequer
Se os outros irão gostar
Escrevo para mim… só para mim
E é este o meu jeito de mostrar
O meu humilde valor
Pondo em tudo o que escrevo
Um toque de mim
E faço-o com muito amor
Assim sou eu
Ainda se ao menos…
Soubesse escrever poesia!...
Neste universo que me rodeia
Por vezes
Entretenho-me a inventar…
E invento
Por aí além…
Uns versos com rimas
Inspirados em lugares
Em momentosOu numa qualquer música a tocar
Ou ainda…
Naquele instante de magiaRegistado na imagem do fotógrafo
Que me tocou o olhar
São instantes assim
Belos ou não
Que mexem comigo
E me enchem a alma
Transbordando em palavras
Que ordeno como sei
E como bem me apetece
Mesmo sem rimar…
São impulsos meus
Que não deixo passar!
Sei que voo alto
Quando me dedico a criar
Aquela pequena obra
Que tanto prazer me dá
Não me importando sequer
Se os outros irão gostar
Escrevo para mim… só para mim
E é este o meu jeito de mostrar
O meu humilde valor
Pondo em tudo o que escrevo
Um toque de mim
E faço-o com muito amor
Assim sou eu
Ainda se ao menos…
Soubesse escrever poesia!...
12 de abril de 2010
11 de abril de 2010
Silêncio
"O espaço do espírito, lá onde ele pode abrir as suas asas, é o silêncio. O silêncio é o único sinal da qualidade." Saint-Exupéry
10 de abril de 2010
Coração!!!
"Aluga-se coração para relação séria"
Até poderia ser o título de um qualquer artigo da revista Maria.
Nada nos garante que no coração existam duas auriculas e dois ventriluocos. O que acontece, é que o coração tem tantas divisões quantas as pessoas ocupam um lugar dentro de nós. Por fora, até pode parecer, um fruto, tipo morango silvestre, ou uma qualquer almofadinha vermelha do dia dos namorados, com muitos escritos (à moda antiga), o tal aluga-se e que não está á janela. Já por dentro, muitas das suas assoalhadas, nem sempre têm as portas e janelas que levem á conversa ou a ligarem-se entre si. Assim sendo o coração de alguns de nós se torne pródigo em erros de casting, e, traído pelas palpitações fique "cego" parecendo...desvairado.
Se houvesse comunicação, se falassem entre as várias divisões, talvez o coração se tornasse mais arejado, soalheiro, e, sem fraquejar nos seus ímpetos para a paixão, a sua temperatura seria amena.
Alguns corações vão à memória, uma espécie de baú ou dispensa do pensamento sentido, sacudida a naftalina, cumpre-se o mesmo ritual, os dias.
Há quem garanta que nestas coisas do coração o amor é "cego", mas que vê; isto parece uma grande confusão. O que vale é que com consultas grátis e armações, até com descontos e cada vez mais acessíveis, modelos "assim-assim", pelas mãos dos nossos vizinhos, das multinacionais espanholas....o amor deveria poder ir às Multiópticas.
Não se justifica hoje, que por dificuldade de visão, o amor "faça pela vida"...às apalpadelas. Torneie-se este lado de Mr. Magoo (que vive em nós)... com a visão na ponta dos dedos, e assim não fique fechado no coração as razões que a razão por teimosia não vê.
Falta um zip, uma argola que puxe, um "abre-te sésamo", uma password de uma "grande pancada" confundida com paixão. Alguns dos nossos corações são cegos, nascem sem "abertura-fácil". São fantásticos, generosos, palpitantes, mas para desalento atrapalham-se a partir do "não sei o quê" depois de conversar entre todas as diviões, irrita, trai, e disfarça com imaginação, numa "grande história".
Quando aguenta um "não sei o quê" não é cego, é uma brisa, uma overdose de fantasias.
Numa versão mais masculina, desculpem-me os homens, imagine que repara numa mulher bonita, que trabalha ou cruza-se consigo numa qualquer situação do quotidiano, uma verdadeira woman in red. Imagine que sempre que passa por ela por mais que queira ter "o Benfica todo nos seus pés", gagueja mal a vê, possuído pelo medo de um "amo-te, Teresa"! se acenda e se apague na sua testa....
Imagine..., mas é assim que tudo se passa no cinema do dia a dia...e, em êxtase, repete que não são precisos refrigirantes com tomates ou um relógio 007 para que Deus, mesmo que jogue dados no universo... não durma....
Enquanto o coração lhe confirma que há "razões que a razão desconhece"...um cidadão, ao seu lado no meio de uma estação de Metro, espreitando por uma nesga da pálpebra, as pessoas que invejam (quem sabe?) a sua posição menos convencional, de braços abertos, pronto para amar a vida.
Brincando, só queria dizer que o amor... vê. E que, platónico não é cego. Será...estrábico, míope, sofrerá de astigmatismo, ou de um "não sei o quê" de razões que a razão por teimosia não autoriza. Cega-nos as histórias de brisas do coração construidas no silêncio, nas suas assoalhadas, sem portas, mas com janelas a espreitar numa tarde de sol em que só lhe apetecia namorar com a vida.
Até poderia ser o título de um qualquer artigo da revista Maria.
Nada nos garante que no coração existam duas auriculas e dois ventriluocos. O que acontece, é que o coração tem tantas divisões quantas as pessoas ocupam um lugar dentro de nós. Por fora, até pode parecer, um fruto, tipo morango silvestre, ou uma qualquer almofadinha vermelha do dia dos namorados, com muitos escritos (à moda antiga), o tal aluga-se e que não está á janela. Já por dentro, muitas das suas assoalhadas, nem sempre têm as portas e janelas que levem á conversa ou a ligarem-se entre si. Assim sendo o coração de alguns de nós se torne pródigo em erros de casting, e, traído pelas palpitações fique "cego" parecendo...desvairado.
Se houvesse comunicação, se falassem entre as várias divisões, talvez o coração se tornasse mais arejado, soalheiro, e, sem fraquejar nos seus ímpetos para a paixão, a sua temperatura seria amena.
Alguns corações vão à memória, uma espécie de baú ou dispensa do pensamento sentido, sacudida a naftalina, cumpre-se o mesmo ritual, os dias.
Há quem garanta que nestas coisas do coração o amor é "cego", mas que vê; isto parece uma grande confusão. O que vale é que com consultas grátis e armações, até com descontos e cada vez mais acessíveis, modelos "assim-assim", pelas mãos dos nossos vizinhos, das multinacionais espanholas....o amor deveria poder ir às Multiópticas.
Não se justifica hoje, que por dificuldade de visão, o amor "faça pela vida"...às apalpadelas. Torneie-se este lado de Mr. Magoo (que vive em nós)... com a visão na ponta dos dedos, e assim não fique fechado no coração as razões que a razão por teimosia não vê.
Falta um zip, uma argola que puxe, um "abre-te sésamo", uma password de uma "grande pancada" confundida com paixão. Alguns dos nossos corações são cegos, nascem sem "abertura-fácil". São fantásticos, generosos, palpitantes, mas para desalento atrapalham-se a partir do "não sei o quê" depois de conversar entre todas as diviões, irrita, trai, e disfarça com imaginação, numa "grande história".
Quando aguenta um "não sei o quê" não é cego, é uma brisa, uma overdose de fantasias.
Numa versão mais masculina, desculpem-me os homens, imagine que repara numa mulher bonita, que trabalha ou cruza-se consigo numa qualquer situação do quotidiano, uma verdadeira woman in red. Imagine que sempre que passa por ela por mais que queira ter "o Benfica todo nos seus pés", gagueja mal a vê, possuído pelo medo de um "amo-te, Teresa"! se acenda e se apague na sua testa....
Imagine..., mas é assim que tudo se passa no cinema do dia a dia...e, em êxtase, repete que não são precisos refrigirantes com tomates ou um relógio 007 para que Deus, mesmo que jogue dados no universo... não durma....
Enquanto o coração lhe confirma que há "razões que a razão desconhece"...um cidadão, ao seu lado no meio de uma estação de Metro, espreitando por uma nesga da pálpebra, as pessoas que invejam (quem sabe?) a sua posição menos convencional, de braços abertos, pronto para amar a vida.
Brincando, só queria dizer que o amor... vê. E que, platónico não é cego. Será...estrábico, míope, sofrerá de astigmatismo, ou de um "não sei o quê" de razões que a razão por teimosia não autoriza. Cega-nos as histórias de brisas do coração construidas no silêncio, nas suas assoalhadas, sem portas, mas com janelas a espreitar numa tarde de sol em que só lhe apetecia namorar com a vida.

