25 de abril de 2012

ABRIL MURCHOU? - Miguel Calhaz





Quando os sonhos já não te acordam a sorrir

Que luas te anoitecem, que nuvens te escurecem,

Que ventos e que chuvas ainda estão para vir?...

Muitos dias passaram depois do adeus,

Em que vila morena é que o povo ordena,

Quem ficou a sonhar os sonhos que eram teus?

Não sentes uma dor fechada, por ter ficado inacabada

A planta onde surgia um lugar melhor?

Passaram-se anos numa espera, de que valeu essa quimera,

Se a mesma lenga-lenga se vai ouvir de cor?

E quando te dás conta já tudo caiu,

Que luta continua, que morte sai á rua,

E em que primeiro dia o Maio amadurece Abril?

E se uns impérios caem que outros vão surgir,

“Que trovas vão avante?”, pergunto ao vento errante,

Se mudam os tempos a vontade é de fugir...

Não sentes uma dor fechada, por ter ficado inacabada

A planta onde surgia um lugar melhor?

Passaram-se anos numa espera, de que valeu essa quimera,

Se a mesma lenga-lenga se vai ouvir de cor?

18 de março de 2012

AINDA AS PALAVRAS...


AINDA AS PALAVRAS...
A palavra escolhida chama-se MUDAR.
E porque MUDAR é uma palavra carregada de dinamismo e por vezes se pode dar ao luxo de um certo atrevimento (que diga-se de passagem até lhe fica muito bem) convém nunca a contrariar quando resolve pôr em acção a determinação que na realidade a define para MUDAR mesmo alguma coisa!!!  Por outras palavras, quando ela liberta grandes ideias e toma iniciativas nem que seja a meio da viagem da vida de alguém... À palavra MUDAR, tudo se deve permitir... Desde um ataque súbito de loucura para abraçar um novo mundo... a um simples deixar que um novo mundo tome conta de nós... MUDAR é uma palavra que mesmo esquecida no guarda-fatos da memória, nos serve em qualquer idade e está sempre pronta a impulsionar os nossos objectivos e a tornar os nossos sonhos realizáveis. Mude a decoração do seu mundo... acrescente-lhe cor e muita LUZ!!! Traga sempre consigo na mala a coragem de MUDAR para melhor!!

22 de janeiro de 2012

A Felicidade Dentro da Infelicidade

Os seres humanos são seres particularmente estranhos e capazes das maiores proezas. Alguns, para serem felizes são até capazes de inventar a felicidade dentro da própria infelicidade...

Eu já vi um pouco de tudo, mas a vida continua a querer mostrar-me coisas muito tristes... Como pessoas fantásticas que possuem todos os trunfos no coração para serem verdadeiramente amadas e se acomodam a um amor menor... pessoas que de tão generosas, passam pela vida como se tivessem estampado um letreiro na testa a dizer que amam, não importa o quê...

Por vezes, amam o egoísmo de quem com elas partilha o "amor" sem estar no AMOR...

Existem pessoas tão drasticamente caridosas que se esquecem que serem amadas, também é um direito...!

18 de dezembro de 2011

Lo que buscas...!!

Retalhos de uma entrevista, hasta 26 años!!


Ha logrado encontrar una cierta serenidad?
- Sí, pero tengo todavía tantas cosas por hacer!...No me doy palmaditas en la espalda para felicitarme. No, no, no!! Tengo todavía muchas cosas por descobrir e aprender sobre mí, sobre la vida, sobre los otros...Cada dia es un eterno volver a empezar.

Qué te falta para lograrlo completamente?
- Esto se lo diré arriba, cuando esté... muerta. Aprenderé hasta mi último aliento; de lo contrario, mi vida no estaria plena. La serenidad se adquiere a cada instante, cambia cada día hasta que la luz se apague. Estoy serena en mi vida, pero nunca nada es perfecto.

Usted, cómo se definiría?
- Un pouquito cansada!! Bien, en realidad yo me veo como una mujer centrada, dinámica, que vive y bebe su época a grandes sorbos y a la que todavía le quedan muchas cosas por vivir.

Cuál es su lema en la vida?
- Tengo muchos, pero en este momento siento ganas de decir: "Sé honesta contigo misma para serlo con los demás". No soporto ni el egocentrismo ni el ombliguismo!
Pero te digo, hasta este momento no se vivir sin un libro, sin una musica, sin un amigo, sin mis escritos, sin piraguismo!!

13 de novembro de 2011

Caminhos

caminho pelas ruas,
atravesso estradas reconheço trilhos.
no asfalto, passos largos, passos finos.
há sempre um caminho, bom, mau, até o destino.
chegar agora, ir embora daqui a pouco.
registo os caminhos nos rostos expressivos
que comigo vão e na rua encontro.
as pedras rolam pelo chão a cada passo meu.
caminho descalça ou não.
encontro acasos. sem abraços apertados.
olho... vestígios dos caminhos, indos e vindos.

Folha


diz.me da estrela
que antecede a colheita
e da apatia dos sentidos
na míngua dos sonos
diz.me da lua
menos densa rarefeita
e do adágio do povo
na penúria liquefeita
diz.me na surdina
pela calada da seita
diz.me caim e por fim
deste gim com que somos
sem encargos ou ónus
das mansardas dos sonhos
e das folhas pardas
nativas dos olmos
diz.me porque cardas                                                                nas arrecadações dos outonos...

Um Pouco de Mim (Reeditado)

    Um Pouco de Mim
  • Sou sportinguista.
  • Gosto de música ao vivo.
  • Digo que não gosto do meu cabelo, mas no fundo agrada-me.
  • Fascina-me o odor da chuva na terra seca.
  • Chocolate é a tentação.
  • Gosto mais de procurar formas nas nuvens do que nas estrelas.
  • A minha bebida preferida é a água.
  • Costumo chorar ás escondidas e a maioria das vezes não é por tristeza.
  • Analiso muito os pequenos detalhes da vida.
  • Custa-me muito escrever de forma corrosiva.
  • Tenho facilidade em fazer trabalhos-manuais.
  • Entusiasma-me aprender.
  • Por outro lado tenho uma pequena frustração, não ter memória para recordar tudo.
  • Gosto de ler.
  • Sou apaixonada pela fotografia.
  • Gosto mais de um sorriso de que "uns lindos olhos".
  • Adoro quando me fazem massagens.
  • Sou louca por feiras artesanais.
  • Chama-me a atenção tudo o que seja azul.
  • Posso passar horas a olhar e a escutar o mar.
  • Vejo pouca televisão.
  • Só mesmo: telejornais, desporto, programas culturais.
  • Não leio jornais.
  • São poucas as pessoas de olhos claros que me atraem.
  • Há muitos anos que não tenho pesadelos.
  • Mas vivo um diariamente.
  • Todas as estações do ano têm uma enorme beleza.
  • Mas prefiro a primavera.
  • A minha mãe é presença fundamental na minha vida.
  • Não posso evitar estar sempre ocupada, sou muito, muito activa.
  • Sofro de hiperactividade.
  • Admiro pessoas empreendedoras.
  • Amo os meus verdadeiros amigos.
  • Uma boa tertúlia à mesa do café, é algo que não dispenso.
  • Gosto de copiar desenhos e juntá-los à frase de uma canção.
  • Produzo adrenalina em excesso.
  • Tenho por isso uma ansiedade maior.
  • Não sou muito demonstrativa.
  • Se não tiver uma certa confiança nas pessoas.
  • Daria a vida pelos que amo.
  • Adoro viajar.
  • Recordo os retratos em mim e na minha humilde escrita.
  • Escrevo sempre o que sinto.
  • Não suporto a MENTIRA.
  • Não gosto que na amizade trabalhem em paralelo comigo, prefiro ser excluída.
  • Sou deveras radical.
  • Odeio limpar o pó.
  • Adoro ver filmes.
  • Sou muito auto-exigente ( em demasia) comigo e com os outros.
  • Necessito urgentemente de comprar um disco rígido para ampliar a minha memória.
  • Gosto imenso de cozinhar sem receitas, inventar pratos.
  • Viajem da minha vida: percorrer o mundo.
  • Amo o céu estrelado fora das cidades.
  • Gosto do circo.
  • Não acredito no destino.
  • Mas sim nas casualidades.
  • Creio nas almas.
  • Emociono-me quando vejo um casal de idosos.
  • Gosto de andar de bicicleta, patins.
  • Tenho uma personalidade um pouco antagónica, já que sou oposta em vários aspectos.
  • Gosto mais de dar que receber.
  • Só tiro o relógio para dormir.
  • Dependo do tempo.
  • Ultimamente custa-me redigír textos, dos relatórios que tenho de apresentar sobre determinados casos.
  • Odeio a era do celular.
  • Dependo da tecnologia, mas vivia de uma forma mais simples sem ela.
  • As minhas sapatilhas são sempre New Balance.
  • Dá-me vontade de rir quando a moda consegue que muitas pessoas vistam coisas horríveis.
  • Os livros são o meu maior tesouro.
  • Adoro caminhar descalça na verão.
  • Descalçar-me no café e colocar os pés sobre uma cadeira.
  • Costumo guardar muitos pensamentos.
  • Tenho verdadeiros amigos fora do país.
  • Espanha, França, Sérvia, Itália, etc.
  • De quem tenho saudades.
  • Gosto demais, e vivo intensamente as coisas e as pessoas.
  • Sou ingénua em muitas situações.
  • Sou das mães mais liberais que possam existir.
  • Sou repreendida pelos meus filhos.
  • Porque pareço uma criança autêntica, ainda hoje gosto de tocar ás campainhas e fugir.
  • Faço dos disparates mais incríveis.
  • Espero morrer enquanto durmo, mas dentro de muuuuuuuuuuiiiiiitooooooooos anos.

1 de novembro de 2011

18 de setembro de 2011

TEMPO.....





Acordei cedo e olhei para o meu calendario. O tempo passa a correr. tanto se passou desde a ultima vez que escrevi...
Estou numa fase em que a escrita não flui portanto aceitei o facto e tentei-me dedicar a outras coisas, mais um dos meus planos no qual abraço mil e uma coisas. Ainda assim, nem tudo são "mágoas" (se é que isso se pode chamar de magoa)!  Tenho-me agarrado com afinco à leitura e tenho redescoberto o gozo que me dá (assim como o querer de a tudo chegar e... volta e meia... :P bah, faz tudo parte da viagem!!!).
Desenho novos contornos 
Um horizonte alcançavel (espero)!
Por vezes perco-me num reflexo, na ideia daquilo que nós imaginamos que seria a nossa vida... Dei por mim a vasculhar em textos antigos e encontrei um que se identifica de um modo demasiado perfeito àquilo que sinto por vezes...

As palavras silencio,
Apago, rasgo, releio
O raciocinio desvio
porém pela melodia anseio.
E o medo de errar?
Temer o tempo que passou?
Fecho os olhos à falésia,
Vislumbro o meu mar
Encaro o que sou
E tal qual doce amnésia
Esqueço
e em mim é Primavera
E toda a amargura voou.

31 de julho de 2011

UM SONHO NUM SONHO


Este beijo em tua fronte deponho!
Vou partir. E bem pode, quem parte,
francamente aqui vir confessar-te
que bastante razão tinhas, quando
comparaste meus dias a um sonho.
Se a esperança se vai, esvoaçando,
que me importa se é noite ou se é dia...
ente real ou visão fugidia?
De maneira qualquer fugiria.
O que vejo, o que sou e suponho
não é mais do que um sonho num sonho.
Fico em meio ao clamor, que se alteia 8
de uma praia, que a vaga tortura.
Minha mão grãos de areia segura
com bem força, que é de ouro essa areia.
São tão poucos! Mas, fogem-me, pelos
dedos, para a profunda água escura.
Os meus olhos se inundam de pranto.
Oh! meu Deus! E não posso retê-los,
se os aperto na mão, tanto e tanto?
Ah! meu Deus! E não posso salvar
um ao menos da fúria do mar?
O que vejo, o que sou e suponho
será apenas um sonho num sonho?

Edgar Allan Poe