...nas águas do banho ruminando sais de Outono...
...e a música veio pela mão da tua voz...
...e uma pergunta despida.
Onde fica o teu corpo de areia que desenha a espuma do mar?
Sinto o rugido do vento que sopra tão perto,
que rega com chuva de luz a vereda do sonho.
Escuto o sussurro da capa desenganada.
Negando a sabedoria do espelho em tempo real e surdo,
levantando voo uma vez mais
sem razão de ardor passional,
jogando á amizade bestial.
Apareceu trazendo de tudo
hoje apareceu,
veio,
para reinventar a primavera, sempre estão à mão os beijos
com o sol fica bem o calor
total para quê...
A lua ri-se em gargalhadas perdidas
acariciando a rua onde passas e tu de costas.
Imagino as voltas dos passos sobrevoando o cordão.
curiosos de ser escutados á espera de desesperar
pedindo ajuda e salpicando de ódios secretos
a calma acaricia voos de harmonia.
Sem saber as tuas mãos tem a solidão,
da ressaca interna que violou o sol desperto.
E as asas repousam em visões de um beijo de chuva.
29 de abril de 2009
28 de abril de 2009
22 de abril de 2009
CRISTINA BRANCO - Kronos
Não podia deixar de partilhar este meu gosto pelo fado
e principalmente pela peculiaridade do fado de Cristina Branco.
Oiçam.....
Porque Me Olhas Assim
Entrevista com extratos do Cd Kronos
e principalmente pela peculiaridade do fado de Cristina Branco.
Oiçam.....
Porque Me Olhas Assim
Entrevista com extratos do Cd Kronos
18 de abril de 2009
13 de abril de 2009
Recital

Vi o palco acender-se, aplaudo o recital da vida de pé... chorei.
Olhei para trás uma vez apenas e a vertigem desapareceu, a memória é um relógio com cada ponteiro para seu lado.
Vives no preciso instante no ponto de viragem das ameaças des(ex)isitir, sofres de vida a mais.
Entre um lugar e o outro dia depois de nunca.
Estás tu, não estás só porque a vida perpétua este incessante remoer sem música de fundo e não é só a tua voz, a metamorfose não tem timbre nem tudo se desvanece ao longe depois de ontem, não choraste como se o mundo uma lágrima fosse.
No equilíbrio habita um preço duro e hediondo, a beleza é maga e são duendes os sonhos de ontem.
O livro de baladas não foi escrito ainda e todas as canções deviam ser de amor.
Cai a noite no pano fechado e do recital completo silêncio,
lugares vazios
fim
aqui estou.
11 de abril de 2009
Segredo

Audrey Tautou - Amèlie Poulain
Fotograma do filme " Le fabuleux destin de Amèlie Poulain" (2001) de Jean-Pierre Jeunet.
Recitar
nas areias rasas
os pontos cardinais
do teu rosto
Conjugar
o corpo
e a penumbra
Tolerar
o vazio sepultado
atrás do horizonte
E num dos teus gestos
Vislumbrar
o segredo escrito
na carícia oculta das peles.