


Perfeito Vazio
Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos
Vão me mostrando o caminho
Às vezes aqui faz frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no Vazio
As vezes aqui faz frio
Sei que me esperas
Não sei se vou lá chegar
Tenho coisas p'ra fazer
Tenho vidas para a acompanhar
Às vezes lá faz mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
(lá fora faz tanto frio)
Bem-vindos a minha casa
Ao meu lar mais profundo
De onde saio por vezes
Para conquistar o mundo
Às vezes tu tens mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
No teu peito vazio
Será esta uma das melhores canções dos Xutos? Caracteriza algum momento da vossa vida esta música?
Esta maneira de ser e de estar na vida, tem efeitos que fragilizam em muitas situações mas, fazem uma pessoa estar atenta aos pormenores quase imperceptíveis que, depois, se metamorfoseiam em momentos, lugares, e pessoas inesquecíveis. Vale a pena. A alma cheia de olhos fechados, é das coisas que mais gosto de sentir. A força maior é aquela que mostra fragilidade. Lágrimas, sorrisos, timidez, alegria, momentos…
Tudo, tudo.
Não sei, não sabe ninguém
Por que canto o fado
Neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento
Todo o sofrimento
Eu sinto que a alma
Cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus
Que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas
Deu oiro ao sol
E prata ao luar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
Se canto
Não sei o que canto
Misto de ventura
Saudade, ternura
E talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando
Se tem um desgosto
E o pranto no rosto
Nos deixa melhor
Foi Deus
Que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul
Às ondas do mar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E pôs as estrelas no céu
Quem fez o espaço sem fim
Deu luto às andorinhas
Ai e deu-me esta voz a mim
Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai e deu-me esta voz a mim